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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Sabe o que é a própolis?


Trata-se de uma substância resinosa que as abelhas recolhem de algumas plantas. É dos produtos da colméia o que inclui maior campo de aplicações terapêuticas.

A própolis é um produto resinoso que as abelhas recolhem de certas partes da planta, especialmente dos gomos florais e foliares. Usam-na para tapar buracos e fendas existentes na colméia, para revestir o interior das "células de cria", para estabilizar a temperatura e umidade da colméia e para mumificar cadáveres.




A cor da própolis é variável consoante a proveniência, e vai desde o amarelo claro ao castanho escuro, quase preto. O sabor é normalmente acre. O odor também varia com a origem.

A composição química da própolis é muito complexa, e, varia de amostra para amostra. Em termos médios tem 30% cera, 55% de resinas e bálsamos, 10% de óleos voláteis e 5% de pólen.

Como é sensível à luz, deve ser conservada em frascos de vidro opacos e em local fresco.


PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS DA PRÓPOLIS

No campo da apiterapia este é o produto que reúne as principais propriedades farmacológicas, com alto valor terapêutico, largo campo de atividade e maior eficácia nos tratamentos clínicos pesquisados.

Algumas das substâncias presentes na própolis têm ação bacteriostática e bactericida. O ácido felúrico, recentemente detectado na sua composição, tem uma notável ação bactericida sobre os microorganismos gram-negativos. É ainda de assinalar a presença de ácido caféeico, dotado de ação antifúngica.

Desde sempre que a própolis foi usada como cicatrizante, sob a forma de pomada, graças à sua notável capacidade de estímulo da regeneração dos tecidos, em caso de feridas e chagas. Assim, é recomendada a sua aplicação no tratamento de psoríase e de herpes zona. Em se tratando de psoríase a ingestão duma solução aquosa à base de própolis é também comum.

A inalação de própolis ou a administração em xarope com mel, em situações de rinofaringite e em outras afecções das vias respiratórias parece ter uma ação benéfica. Também nas laringites e faringites o seu poder curativo é notável.
A própolis tem uma grande aplicação em odontologia, pelo notável efeito que exerce nos casos de inflamação das gengivas e do céu da boca, especialmente se for aplicada em solução alcoólica ou mastigada em bruto. Melhora rapidamente as gengivites e possui poder anestésico.

A presença de ácidos gordos insaturados e de zinco, magnésio e potássio na própolis, contribuem para diminuir a fragilidade capilar e controlar a tensão arterial sistólica e diastólica.

Estudos efetuados por cientistas russos, mostram que a fração hidrossolúvel da própolis parece ter uma ação de inibição da replicação viral e aumento da resistência às infecções virais. Outros estudos levados a cabo por este grupo de cientistas, em ratos, apontam para um aumento das defesas do organismo hospedeiro a bactérias e a fungos.

Em cosmética, a própolis pode ser incorporada em preparados para aplicação tópica, de modo a combater as infecções da pele.



COMERCIALIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO DA PRÓPOLIS

A própolis em pó puro existe no mercado da especialidade em:

- cápsulas
- carteiras de alumínio com 10g própolis em pó
- cápsulas de própolis em pó+pólen liofilizado
- cápsulas de própolis em pó+geléia real liofilizada
- própolis para mascar

O paladar desagradável da própolis leva a que seja administrado preferencialmente através de cápsulas, especialmente no tratamento de infecções das vias digestivas e urinárias.

A própolis pode ainda ser utilizada na forma de xarope, mais indicada para o tratamento das infecções das vias respiratórias.

Em cosmética a própolis é incorporada em preparados de aplicação tópica.


TOXICIDADE E ALERGIA

São de assinalar algumas reações alérgicas, devidas à própolis, mais freqüentes no caso de pessoas alérgicas. Estas reações parecem estar relacionadas com a forte presença de alérgenos nas resinas das plantas das quais as abelhas trazem a própolis. Se o tratamento for prolongado ou a dosagem for elevada os riscos aumentam, podendo provocar diarréias ou irritações da cavidade oral. Nestes casos, deve-se parar imediatamente o tratamento.




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