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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Famílias aumentam a renda através da 'apicultura sustentável', em Goiás


Projeto foi aplicado no Assentamento Rio Claro, que fica em Jataí.
Moradores pretendem industrializar o produtor vender em outros locais.

Há aproximadamente 14 anos, cerca de 17 famílias vivem da agricultura e da criação de animais no Assentamento Rio Claro, em Jataí (GO). Entretanto, desde o ano passado, sete famílias resolveram começar uma nova atividade para aumentar a renda mensal. O projeto "apicultura sustentável" tem trazido benefícios e despertado novos sonhos nos moradores.





“Essa novidade foi muito boa. Antes a gente tinha medo de trabalhar com a apicultura, mas agora fazemos o procedimento de retirada mel tranquilamente. Com isso, aumentamos nossa renda”, afirma a agricultora Maria Helena dos Santos, que relembra as dificuldades enfrentadas nos primeiros anos da criação do assentamento. “Quando cheguei aqui, plantei arroz, feijão, milho e mandioca. Porém, tudo era feito com muita dificuldade. A gente fazia o procedimento com a mão e uma matraca [instrumento utilizado para perfurar o solo e depositar as sementes]”, explica a agricultora.
Com apoio técnico da Universidade Estadual de Goiás (UEG), o projeto, que visa criar abelhas para produção de mel, montou as colméias próximas a uma reserva legal. Com isso, os insetos não precisam percorrer grandes distâncias para recolher o néctar das flores. “Precisávamos que as reservas locais se tornassem produtivas e através desse programa no assentamento Rio Claro conseguimos fazer com que isso acontecesse”, afirma a coordenadora do projeto Lázara Batista.
Durante seis meses, as famílias receberam informações e cursos de capacitação para o manejo das abelhas. E, logo na primeira safra, foram colhidos cerca de 100 kg de mel. Todo lucro da venda dos produtos foi dividido entre os apicultores. “Ainda estamos no começo do projeto, mas já sabemos que é um investimento rentável por causa do primeiro resultado. Temos o sonho de crescer e iniciar a industrialização para enviarmos os produtos para fora”, declara a apicultora Mariana Messias.

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