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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Apiário se torna referência nacional


Boa vontade e ideias originais são as chaves para abrir as portas do desenvolvimento sustentável no Apiário Princesa das Matas. Com um projeto inovador, a Casa do Mel planejada pelo engenheiro agrônomo de Viçosa reduziu os custos da construção em 40% e se tornou uma referência nacional, exemplo a ser seguido por recomendação do Ministério da Agricultura.





O sistema gavetão, criado por Pedro Acioli, também recebeu o Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas de Alagoas. Concorrendo com mais de 2 mil inscritos, o apiário ficou em 1º lugar na categoria Inovação Tecnológica. “Foi surpresa por ser uma empresa do meio rural competindo com empresas de tecnologia, comércio e outras”, lembra o agrônomo.

O gavetão permite que os quadros sejam separados da melgueira, o que evita a contaminação dentro da casa onde se extrai e envasa o mel. MG

A melgueira completa ainda pode conter muitas abelhas, além de ser feita de madeira e ficar exposta à umidade, sol, fungos e poeira. Com a ideia original, o gavetão feito de inox pode ser puxado de dentro da casa, apenas com os quadros onde fica o mel.

ADEQUAÇÕES

A Casa do Mel de Viçosa está cheia de soluções inovadoras planejadas para economizar recursos. Acioli explica que precisava obter o selo de inspeção federal, estudou as exigências do Ministério da Agricultura e adequou as normas a seu modo, inclusive poupando recursos naturais.

Ao invés de comprar um clorador, avaliado em até R$ 1 mil, o apicultor desenvolveu um sistema com canos para levar hipoclorito ou água sanitária para a caixa d’água e gastou em torno de R$ 25.

O chão da casa foi feito em níveis diferentes, o que evita o uso de bombas e o consequente gasto de energia elétrica.

Vasilhas com soluções de limpeza também permitem a higienização das botas, evitando o uso de material descartável para evitar o contato delas com o chão da casa (que não pode ser contaminado). “Aqui, a gente trabalha como numa sala de manipulação cirúrgica”, informa Pedro.

As mãos não podem tocar nas torneiras, mas o alto custo de R$ 500 para implantar sensores nas pias foi evitado. Um engenho aciona o envio de água por meio de uma alavanca acionada pelo pé.

A centrífuga dispensa energia elétrica; bastam duas rodadas numa manivela para soltar o mel sem perder a cera e sem contato manual com os favos.

Para passar da sala de extração à sala de envase, a diferença de nível ajuda o apicultor. É só pegar o balde da centrífuga e levar o mel, sem muito esforço, para o decantador. As telas nas janelas e a altura do teto possibilitam uma ventilação que dispensa gastos com ar-condicionado. Tudo mais econômico e sustentável.

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