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sábado, 8 de março de 2014

Apicultores do Sul apostam em novo método e esperam triplicar produção

Opção foi adotada por produtores do Sul de Santa Catarina.
Especialistas afirmam que produtividade pode triplicar.


O Brasil é destaque na produção de mel orgânico e tem potencial para crescer ainda mais. A afirmação é da pesquisadora brasileira Katia Gramacho, doutora em melhoramento genético de abelhas africanizadas. A pesquisadora americana Marla Spivak concorda. “Nos Estados Unidos, nós valorizamos o mel orgânico, mas não podemos produzi-lo porque há muitos pesticidas”, revela.


Katia e Marla palestraram nesta quarta-feira no Primeiro Encontro de Manejo Avançado de Mel, realizado em Araranguá, Sul de Santa Catarina. O grande tema do evento foi o melhoramento genético das abelhas rainhas e como isto pode aumentar a competitividade do mel brasileira, principalmente para a exportação. O encontro faz parte do Projeto Orgânico, Comércio Justo e Responsabilidade Ambiental realizado pela Prodapys, integrante do Projeto Bee Brasil, parceria da Apex-Brasil e da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel). Ainda através desta parceria, a Apex-Brasil e a Abemel levaram a pesquisadora Marla Spivak e o chef de cozinha Rick Bayless, também dos Estados Unidos, para o carnaval do Rio de Janeiro, dentro de um programa para aproximar compradores de produtos brasileiros de seus fornecedores.



Para a pesquisadora Marla, a produção de rainhas selecionadas está bem avançada no Brasil. A seleção adequada e o melhoramento genético das abelhas rainhas são importantes para aumentar a resistência a doenças e, desta forma, produzir o mel orgânico. Marla afirma que os apicultores brasileiros ainda precisam de ajuda para diagnosticar as doenças das abelhas e identificar porque elas estão morrendo. Nos Estados Unidos, a morte de abelhas é um problema contínuo. A cada ano, perde-se 30% delas e os pesquisadores não conseguiram ainda identificar a causa. “O uso de pesticidas é um dos causadores, mas não o único”, explica Marla.

A pesquisadora brasileira Katia Gramacho conta que a seleção e o melhoramento genético das rainhas é importante para a produção de mel orgânico. “É preciso que não sejam utilizados tratamentos químicos para as doenças das abelhas e que os apiários estejam afastados num raio de três quilômetros do uso de pesticidas”, ensina Katia. O espaço necessário para a produção de mel orgânico é o que dá chance para o Brasil se destacar nesta área, acredita.

Além de favorecer a produção do mel orgânico, o melhoramento genético das rainhas também contribui para o aumento da produtividade em, no mínimo, 40%. “Só a troca da rainha por uma selecionada já proporciona um aumento na produção”, diz Katia.


Gastronomia - Além das pesquisadoras renomadas, o Primeiro Encontro de Manejo Avançado de Mel contou com a presença do chef de cozinha norte-americano Rick Bayless. Ele acompanhou a produção de mel em apiário e em uma empresa. Bayless, que comanda uma rede de restaurantes e apresenta um programa de TV nos Estados Unidos, descreveu a experiência como “maravilhosa”.

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